Troquei a caneta


Espere!!
14 14UTC novembro 14UTC 2011, 9:37 am
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Espere!

Não apresses a chuva, ela tem seu tempo de cair e saciar a sede da terra.

Não apresses o por do sol, ele tem seu tempo de anunciar o anoitecer até seu último raio.

Não apresses a tua alegria, ela tem seu tempo para aprender com a tua tristeza.

Não apresses teu silêncio, ele tem seu tempo de paz após o barulho cessar.

Não apresses teu amor, ele tem seu tempo de semear mesmo nos solos mais áridos do teu coração.

Não apresses tua raiva, ela tem seu tempo para abrir-se nas águas mansas da tua consciência.

Não apresses o outro, pois ele tem seu tempo para florescer aos olhos do Criador.

Não apresses a ti mesmo, pois precisas de tempo para sentir a tua própria evolução.

Espere!



A fábula da raposa
15 15UTC outubro 15UTC 2011, 1:13 pm
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Existiu um lenhador que acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite.

 

Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.

 

Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho. Todas as noites, ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada. Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem; e portanto, não era confiável. Quando ela sentisse fome comeria a criança. O lenhador sempre retrucando com os vizinhos falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiram.

 

– Lenhador, abra os olhos. A raposa vai comer seu filho. Quando sentir fome, comerá seu filho!

 

Um dia, o lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários – ao chegar em casa viu a raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensangüentada. O lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça da raposa… Ao entrar no quarto desesperado, encontrou seu filho no berço dormindo tranqüilamente e ao lado do berço uma cobra morta….

 

O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.

 

Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar…., mas, principalmente nunca tome decisões precipitadas.



“DA GENTE QUE EU GOSTO”
8 08UTC outubro 08UTC 2011, 9:43 am
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Mário Benedetti é o autor de um texto intitulado “DA GENTE QUE EU GOSTO”, que deve ser lido com atenção e daí retirar as ilações devidas. Cumpre-me partilhar o texto pois vale a pena pensar nisto:

 

DA GENTE QUE EU GOSTO.

 

Eu gosto de gente que vibra, que não tem de ser empurrada, que não tem de dizer que faça as coisas, mas que sabe o que tem que fazer e que faz. A gente que cultiva sues sonhos até que esses sonhos se apoderam de sua própria realidade.

 

Eu gosto de gente com capacidade para assumir as conseqüências de suas ações, de gente que arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, que se permite, abandona os conselhos sensatos deixando as soluções nas mãos de Deus.

 

Eu gosto de gente que é justa com sua gente e consigo mesma, da gente que agradece o novo dia, as coisas boas que existem em sua vida, que vive cada hora com bom animo dando o melhor de si, agradecido de estar vivo, de poder distribuir sorrisos, de oferecer suas mãos e ajudar generosamente sem esperar nada em troca.

 

Eu gosto da gente capaz de me criticar construtivamente e de frente, mas sem me lastimar ou me ferir. Da gente que tem tato. Gosto da gente que possui sentido de justiça. A estes chamo de meus amigos.

 

Eu gosto da gente que sabe a importância da alegria e a pratica. Da gente que por meio de piadas nos ensina a conceber a vida com humor. Da gente que nunca deixa de ser animada.

 

Eu gosto de gente sincera e franca, capaz de se opor com argumentos razoáveis a qualquer decisão.

Gosto de gente fiel e persistente, que no descansa quando se trata de alcançar objetivos e idéias.

 

Eu gosto da gente de critério, a que não se envergonha em reconhecer que se equivocou ou que não sabe algo. De gente que, ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los. De gente que luta contra adversidades. Gosto de gente que busca soluções.

 

Eu gosto da gente que pensa e medita internamente. De gente que valoriza seus semelhantes, não por um estereotipo social, nem como se apresentam. De gente que não julga, nem deixa que outros julguem. Gosta de gente que tem personalidade.

 

Eu gosto da gente que é capaz de entender que o maior erro do ser humano é tentar arrancar da cabeça aquilo que não sai do coração.

 

A sensibilidade, a coragem, a solidariedade, a bondade, o respeito, a tranqüilidade, os valores, a alegria, a humildade, a fé, a felicidade, o tato, a confiança, a esperança, o agradecimento, a sabedoria, os sonhos, o arrependimento, e o amor para com os demais e consigo próprio são coisas fundamentais para se chamar GENTE.

 

Com gente como essa, me comprometo, para o que seja, pelo resto de minha vida… já que, por tê-los junto de mim, me dou por bem retribuído.

 

Impossível ganhar sem saber perder.

Impossível andar sem saber cair.

Impossível acertar sem saber errar.

Impossível viver sem saber reviver.

 

A glória não consiste em não cair nunca, mas em levantar-se todas as vezes que seja necessário.

E ISSO É ALGO QUE MUITO POUCA GENTE TEM O PRIVILEGIO DE PODER EXPERIMENTAR.

Bem aventurados aqueles que já conseguiram receber com a mesma naturalidade o ganhar e o perder, o acerto e o erro, o triunfo e a derrota…

Mário Benedetti



A PISCINA E A CRUZ
24 24UTC setembro 24UTC 2011, 7:23 am
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Conta-se que um excelente nadador tinha o costume de correr até à água e molhar somente o dedão do pé antes de qualquer mergulho.

 

Alguém intrigado com aquele comportamento lhe perguntou qual a razão daquele hábito. O nadador sorriu e respondeu:

 

Há alguns anos atrás eu era um professor de natação de um grupo de homens.

 

Eu os ensinava a nadar e a saltar do trampolim.

 

Certa noite, eu não conseguia dormir e fui à piscina para nadar um pouco.

 

Não acendi a luz, pois a lua brilhava através do teto de vidro do clube.

 

Quando eu estava no trampolim, vi minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos, minha imagem formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar,fiquei ali parado, contemplando minha imagem.Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado.

 

Eu não era um cristão, mas, quando criança, aprendi que Jesus Cristo tinha morrido para nos salvar pelo seu precioso sangue.

 

Naquele momento as palavras daquele ensinamento me vieram à mente e mefizeram recordar do que eu havia aprendido sobre a morte de Jesus Cristo.

 

Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos.

 

Finalmente desci do trampolim fui até à escada para mergulhar na água.

 

Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso do fundo da piscina.

 

Haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido.Tremi todo e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado seria meu ultimo salto.

 

Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida.

 

Fiquei tão agradecido a Deus, que ajoelhei na beira da piscina, confessei meus pecados me entreguei a Ele, consciente de que foi exatamente em uma cruz que Jesus morreu para me salvar.

 

Naquela noite fui salvo duas vezes e, para nunca mais esquecer, sempre que vou à piscina molho o dedão do pé antes de saltar para a água.

 

“Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos apressar ou retardar as coisas, pois tudo acontecerá no seu devido Tempo… As oportunidades virão. É só sabermos esperar…”.



A FLOR QUE AMAVA O MAR
15 15UTC setembro 15UTC 2011, 12:19 am
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Havia uma flor à beira de um rio que se apaixonou pelo mar. Talvez por ouvir o sussurro das águas do rio, que corriam ansiosas para desembocarem na sua imensidão, passou a amar profundamente aquele ser conhecido apenas pelo ouvir falar do vento e dos pássaros. Apaixonou-se por alguém que nunca viu, mas nunca viu; de longe ouvia o canto ritmado das ondas e se imaginava naqueles braços, numa dança contínua da qual só os que têm em si muito amor sabem o ir e vir. Sonhava com o dia em que pudesse estar envolvida por aquele tão admirado e imenso ser. E sentiria suas pétalas acarinhadas por alguém que, certamente, lhe saberia a alma de flor delicada.

 

Tanto sonhou e pediu, que um pássaro, sensibilizado, mesmo avisando-lhe do risco que corria, atendeu seu pedido de cortar-lhe a haste. Seguindo o rio e deixando-se levar pela correnteza, iria ao encontro de seu querido e a ele juntar-se-ia para sempre.

 

Caindo no rio, sentiu de imediato seu corpo gelar naquelas águas rudes e fortes que a arrastavam rapidamente. A princípio, gostou daquela velocidade com que ia ao seu destino. Depois sentiu a primeira mordida de um peixe que lhe amputou parte de uma pétala; começou, então, seu caminho de sofrimento. Troncos no meio do caminho insistiam em lhe obstruir a passagem e, cega, sendo levada pela força da água, batia contra pedras que iam lhe dilacerando e tirando sua beleza de flor. Enormes cachoeiras traziam quedas violentas. Medo vencido por uma determinação de quem sabe o que quer. Mesmo quase desmaiada e toda machucada, levava consigo o alento de ir encontrar com seu amor. Todas as dores do mundo não se comparavam à felicidade de realizar o seu sonho. Tudo vale a pena quando se ama.

 

Até que, muitos dias depois, totalmente deformada e quase inconsciente, viu chegado o momento com o qual sonhou. As águas do rio encontravam-se com o mar com tanto ímpeto que, no encontro, foi arremessada para cima. Naquele exato instante, olhou para o céu e agradeceu a Deus por haver chegado a quem tanto amou. E seus pedaços boiaram inertes sobre aquelas águas que, minutos depois, sequer lembrariam daquela pequenina criatura – um dia tão linda – Flor.

 

Poucos, além dos pássaros e do vento, souberam da flor, mas ela realizou seu sonho. Conheceu o mar! Na vida, não podemos reclamar dos caminhos que escolhemos. Qualquer caminho é uma opção nossa. Até morrer de amor. Pensando nisso, entre duas lágrimas com gosto de sal e o esboço de um sorriso irônico, de repente, me dei conta de uma coisa:

– Eu conheci o mar !

Texto: Paulo Moreira

Música: Quando a gente ama – Oswaldo Montenegro



Tristeza
14 14UTC setembro 14UTC 2011, 4:20 pm
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“Tristeza é quando chove

quando está calor demais

quando o corpo dói

e os olhos pesam

tristeza é quando se dorme pouco

quando a voz sai fraca

quando as palavras cessam

e o corpo desobedece

tristeza é quando não se acha graça

quando não se sente fome

quando qualquer bobagem

nos faz chorar

tristeza é quando parece

que não vai acabar”

Martha Medeiros



A Fábula das Ferramentas
10 10UTC setembro 10UTC 2011, 10:02 am
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Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia.

Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças. Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo o tempo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque, o parafuso concordou mas, por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou, com a condição de que expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.

Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho.

Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel. Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: \”Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremos-nos em nossos pontos \”fortes\”. A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos. Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas. É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades… Isto é para os sábios!!!